domingo, 16 de abril de 2017

O Discernimento na Interpretação dos Textos Bíblicos

Capa do volume IV da Coleção Cavalo de Pégaso (veja nota no final do texto), do qual o autor Delmar Domingos de Carvalho ofertou para este blogue o texto abaixo, onde a literatura de Max Heindel é amplamente citada.
Convém recordar que não existe uma única linha dos textos originais do Antigo Testamento; será muito benéfico lembrar que Cristo-Jesus nada escreveu; como é muito útil saber que nos textos do Novo Testamento a pontuação não foi usada; apesar disso, a Bíblia continua sendo uma obra de enorme valor somente não pode ser interpretada literalmente, está cheia de mitos, símbolos, alegorias, parábolas, números cabalísticos, etc.

Face ao exposto, e não só, é muito valioso usar a nossa capacidade de discernimento, livre de dogmas, de preconceitos, de medos, de outro modo essa prerrogativa intelectual não será usada, ficando perturbada pelas trevas escolásticas.

Comecemos pelo Génesis- Capítulo 1- versículo 26: E Deus (1) disse: Façamos o Homem à nossa imagem, de acordo com a nossa semelhança e mais à frente: macho e fêmea os criou.

domingo, 9 de abril de 2017

Construindo para a Vida Futura

Diagrama UM CICLO DE VIDA do livro Conceito Rosacruz dos Cosmos, Max Heindel, conforme edição em português da Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil
Em Construindo para a Vida Futura  (carta 70 do livro Cartas aos Estudantes), Max Heindel nos diz: “Devemos reservar certo tempo nos intervalos dos nossos deveres para refletir e planejar para o próximo renascimento, que tipo de corpo, faculdades, virtudes e ambientes desejamos ter. Quando estivermos aptos para fazer inteligentemente a nossas escolhas, teremos dado um significativo passo e amplidão às nossas vidas futuras. Isto se realmente não olvidarmos o assunto.” (Carta 70 completa - veja aqui)

Pergunta: Por que os Srs. enfatizam que construamos corpos melhores para as vidas futuras e que entendem exatamente por essa recomendação?

terça-feira, 7 de março de 2017

Algo Está Para Acontecer

por Geraldo Faria
ALGO ESTÁ PARA ACONTECER
Uma Rosa sobre a mesa,
Os mistérios da vida, arquétipos da beleza,
Algo está para acontecer,

Na pauta, o Evangelho do Senhor,
Esgota-se a razão, o ímpeto do labor,
Algo está para acontecer,

Sonda-se os livros, do Homem e da Natureza,
Muitas verdades, poucas certezas,
Algo está para acontecer,

A Mulher sugere o estudo do arcano,
Saturno, o Sol, a Lua, até o cântaro aquariano,
Algo está para acontecer,

E quando tudo parecia certo,
Vem o paradoxo, caímos no deserto,
Algo está para acontecer,

O tempo avança e a noite passa,
A Rosa ainda no vaso, só nos resta a graça,
Algo está para acontecer,

E por fim vê-se a sala iluminada,
O eu declina, já não serve mais pra nada,
É um novo alvorecer.

Mais artigos e poesias de Geraldo Faria - aqui

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Das Alucinações Esotéricas

                                                                                                        por Jonas Taucci
Na resposta à pergunta 138 do livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume II, e no capítulo VII de “Princípios Ocultos de Saúde e Cura”, Max Heindel nos fala dos perigos do álcool, drogas e cigarro, e nos orienta a não nos utilizarmos desta tríade que tantos problemas (físicos e espirituais) causam às pessoas, nesta e em vidas futuras.

Sobre drogas, houve – a partir dos anos 60 – um alarmante aumento de seu consumo, que abrange diversas faixas etárias, e o agravante de ser considerada por muitos como uma “forma de expansão espiritual”.

Uma aberração.

Recordo-me de palestra que realizei na Fraternidade Rosacruz, sobre este tema (álcool, drogas e cigarro) sendo antecipadamente enviado convites a diversas escolas (Ensino Médio) da cidade de São Paulo, e também de exposições feitas nas próprias escolas.

Naquela ensolarada (e depois chuvosa) tarde de outubro de 1982,o saudoso irmão probacionista Antônio Pereira, juntamente com sua família, receberam muitas pessoas para a comemoração do 26º aniversário de fundação do Centro Rosacruz da Penha (bairro da cidade de São Paulo, Brasil).

Certa vez, este dedicado irmão sugeriu aos núcleos, grupos, centros e sedes espalhados pelo Brasil, que:

***Em dezembro todas as palestras fossem relativas aos diversos capítulos do livro “Interpretação Mística do Natal”.

***No mês que se celebraa páscoa, as palestras seriam baseadas nos tópicos do livro “Interpretação Mística da Páscoa”.

Foi um consenso!

E durante muitos anos, Páscoa e Natal – em uma bela sincronicidade – foram abordadas em notáveis palestras pelo Brasil, em seus respectivos meses.

O Centro Rosacruz da Penha divulgou os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental- aos sábados à noite – por longo tempo com reuniões de estudos muito proveitosas e de uma maneira interessante;

Várias pessoas liam, na seqüência, um tópico de livro escrito por Max Heindel, e praticamente todos presentes – ainda que rapidamente – davam suas considerações e comentários.

Um jogral!

Eram reuniões dinâmicas e interativas (anos 80!).

Não foram poucos os sábados que estas reuniões se estendiam até por volta das 21:30 horas, sempre com alguém dizendo: “Temos que encerrar, o horário avança”.
Após o término da referida reunião comemorativa de aniversário, falou-se exatamente sobre o álcool, drogas e cigarro, dos citados livros de Max Heindel, numa destas conversas descontraídas pós reunião. (Veja "Efeitos Nocivos do álcool, etc...' aqui)

Uma jovem (numa de suas primeiras visitas!) proferiu um comentário e uma analogia peculiar.

Aliás, foi o comentário mais peculiar que ouvi nestes quase 40 anos que estou na Fraternidade:

Sabermos tudo sobre a literatura rosacruz (livros, cursos, artigos, palestras etc.), sem a sua aplicação diária, nos julgarmos superiores ou diferenciados, com uma “missão na Terra”; a de pertencer a Fraternidade Rosacruz, e esquecermos completamente de que existe um mundo - das portas da Fraternidade para fora - com muitas pessoas carentes e necessitadas,e sermos omissos,não seria isto uma postura de “alucinação esotérica?

Peculiar a observação de mais de 30 anos atrás?


Max Heindel - Princípios Ocultos de Saúde e Cura (online)
M.Heindel - Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas,Vol.II (impresso)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Do Natal e do Nosso Cristo Interno

 por Jonas Taucci
"A Adoração dos Pastores” (detalhe) da pintora Josefa de Ayala Figueira (Espanha 1.630 – Portugal 1.684), mais conhecida como Josefa de Óbidos - Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa.

“Ainda que Cristo possa nascer mil vezes em Belém, se não nascer dentro de ti, tua alma continuará extraviada”.

A frase do polonês, místico cristão, filósofo, jurista, poeta e médico Angelus Silesius (nascido Johannes Scheffler – 1.624/1.677) possui uma relevância enorme para o aspirante Rosacruz; ela é citada no Conceito Rosacruz do Cosmos (Cristo e Sua Missão) e no Ritual de Dezembro.

Abaixo, homenagem a este místico por excelência, que se encontra na cidade do seu nascimento e falecimento; Wroclaw (Breslávia em português).

Foi concebida para exprimir a ideia de um espirito alado”.

Veladamente, Silesius refere-se nesta frase acima, ao nascimento de nosso Cristo Interno, uma Obra que devemos edificar internamente e que possui dois atributos - simultâneos - e aparentemente paradoxais:

***Uma Obra individual; pessoal de cada um de nós.

***Nunca iremos realizá-la sozinha: sem auxiliar nosso semelhante, fracassaremos totalmente.

Toda missão que Cristo realizou (e anualmente realiza), está baseada no amor ao próximo, amor este vivenciado em
Atos e Ações

Max Heindel, em Coletâneas de um Místico – capítulo XVII, nos fornece valiosas informações sobre este assunto, vejamos algumas;

*** No dia do Juízo Final, Cristo não disse “... bem fizeste em conhecer a bíblia, a cabala, o Conceito e todas as literaturas misteriosas, mas disse: bem fizeste bom e fiel servo, pois estive com fome e me destes de comer, com sede e me destes de beber, não há menção alguma à palavra conhecimento. Toda ênfase está na fidelidade e no serviço”.

Numa análise superficial isto pode chocar, contudo não resulta em absolutamente nada apenas termos conhecimento sobre os Ensinamentos Rosacruzes. Vive-los é o fator determinante!

*** O serviço constrói o Corpo Alma.

Não será através do que sabemos, mas do que fazemos, que iremos alavancar o nascimento de nosso Cristo Interno.

*** Aquele que assim aprende sobre Deus, sabe mais do que tudo o que está contido nos livros do mundo.

Max Heindel, não diz para abolirmos a leitura de livros; ele mesmo foi autor de vários, e o Conceito Rosacruz do Cosmos é o passo inicial rumo ao probacionismo. Contudo uma pergunta cabe a cada um de nós; qual nosso objetivo em procurarmos conhecimento através dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental?

*** Mas precisamos pregar através da prática.

Novamente a importância de colocarmos em prática o que sabemos. O que fazemos, qual a efetiva prática de sabermos os Períodos, Épocas, Leis do Renascimento e Causa/Efeito? Estamos utilizando tudo isto para auxilio de nosso semelhante?

*** Não, não é essencial saber essas coisas. Esse conhecimento quando usado adequadamente é uma vantagem, mas pode ser, também, uma desvantagem evidente no caso dos que possuem um pequeno conhecimento. Existem muitos que estão sempre meditando sobre o “Eu Superior” enquanto se esquecem completamente dos muitos “egos inferiores” gemendo de miséria em suas portas.

No próximo dia 21 de dezembro, por volta das 07h45m, horário de Brasília e não considerando o Horário de Verão, o Sol ingressa no signo Zodiacal de Capricórnio. É quando O AMOR DO CRISTO chega – obedecendo aos diversos fusos horários espelhados pelo mundo – ao centro de nosso planeta.

O Natal está próximo!

Possamos estar receptivos a estas vibrações, ofertando aos nossos semelhantes – assim como os três Reis Magos ofertaram a Jesus recém-nascido – os nossos presentes”.

Assim como naquele 17 de dezembro de 1.972 - que com um calor quase insuportável e dependências completamente lotadas, o Centro Rosacruz da cidade paulista de São José dos Campos, realizou a comemoração do Natal.

Oficiamento do Ritual Rosacruz do Serviço do Solstício de Dezembro, músicas, poesias e mensagens (programação totalmente referente ao nascimento de Jesus), constaram da celebração, não faltando a tradicionalíssima Árvore de Natal.



Nota: Na carta 25 do livro Cartas aos Estudantes de Max Heindel lemos: ..."O costume de tocar o sino quando a vela acende sobre o altar, foi iniciado por videntes espiritualmente iluminados para demonstrar a unidade cósmica da Luz e do Som.  O badalo metálico do sino traz a mensagem mística de Cristo à humanidade, tão claramente hoje como da primeira vez que Ele anunciou o amoroso convite:   “Vinde a Mim todos os que estão cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei”.  Assim, o sino é um símbolo de Cristo.  “A Palavra”, quando nos chama do trabalho à devoção ante o altar iluminado, vem ao nosso encontro como “A Luz do Mundo”. (veja carta completa aqui)

Mais sobre o Natal  (aqui)

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