08/11/2011

Uniões e Separatismos (I)

por Delmar Domingos de Carvalho
“ O amor a que se deve aspirar é o que abarca todos os seres e que aumenta em proporção directa às necessidades daquele que recebe." Max Heindel

Ao longo da nossa involução e evolução percorremos miríades de anos, em diversas formas físicas, em vários estágios do planeta Terra.
Nela, partimos de um determinado nível de união, só que num estado muito embrionário, até que foi preciso a separação para aprendermos lições especiais, ligadas com a personalidade individualizada de cada qual.
Este caminho foi e continua sendo penoso, pelo que urge aprender as novas lições que apontam para uma nova e superior forma de união, baseada no Amor Universal.
Contudo, até que, de novo, vivamos na Unidade da Vida, numa transcendente fusão, mas sem confusão, temos de atravessar vários laços, mais ou menos separatistas.
Faz parte da evolução e, como tal, há que saber compreender e dar tempo ao tempo para que essa fusão se realize no Tempo e no Espaço.
Entre esses laços separatistas, formação da Torre de Babel, estão as etnias, as tribos, as famílias consanguíneas, as nações e outras uniões, que tenham por base somente os interesses parciais, egoístas e afins.
Como é evidente, não será com uma varinha mágica que, de um momento para o outro, passaremos a viver em Fraternidade Universal, muito menos na Unidade da Vida Universal, omnisciente e omnisconsciente.
Tudo tem o seu tempo.
Nesta fase, muitas pessoas ainda vivem ou não sob laços étnicos, tribais, e outros, somente vendo a sua parte e o resto é estrangeiro, estranho?
Por outro lado, a Família consanguínea continua ainda a ter uma valiosa ação em todo este processo evolutivo. É certo que o Ideal de Cristo exige que se coloquem os interesses gerais acima dos parciais; mas do Ideal à realidade há um longo caminho a percorrer.
Por isso, os pais continuam a ter uma missão imprescindível, como os filhos, os esposos, entre si, toda esta área encerra lições evolutivas de enorme valor.
E porque estes laços são mais ou menos possessivos, egoístas, eis que dizemos: “os meus filhos”; os “meus pais”; a “minha esposa”; “o meu Esposo”, “as minhas noras”; “os meus genros”, “os meus netos” ou “as minhas netas”, e assim por diante nos laços colaterais desde irmãos aos primos.

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